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Como a incerteza eleitoral afeta a indústria no Brasil

8/21/2018

O período eleitoral está provocando uma série de discussões sobre as projeções dos diversos setores econômicos do país. Confira quais são as previsões para a situação econômica da indústria brasileira.

 

O avanço da retomada econômica esperado para este ano está acontecendo, porém a passos bem lentos. Com vários percalços, o desenvolvimento da economia ainda é instável, mas algumas mudanças de previsões anteriores possibilitam o surgimento de um viés de crescimento.

 

 

O que diz o ICI?


O Índice de Confiança da Indústria (ICI) da Fundação Getúlio Vargas recuou 1,0 ponto em junho de 2018, fechando em 100,1 pontos, o menor nível desde janeiro (99,4 pontos). Com esse resultado, o ICI fecha o segundo trimestre (100,7 pontos) 0,2 ponto acima do resultado do primeiro trimestre (100,5 pontos).


Tabi Thuler Santos, coordenadora da Sondagem da Indústria da FGV IBRE, afirma que: “A descontinuidade nos transportes rodoviários de cargas, ocorrida entre o final de maio e o início de junho, aumentou os estoques de produtos finais e reduziu os estoques de insumos, afetando custos, produção, utilização da capacidade e confiança. Embora a pesquisa de junho também traga a boa notícia da melhora das expectativas, esse pode ser um efeito passageiro, influenciado pelo efeito base do fraco desempenho do setor em maio”.


A recuperação econômica está progredindo a passos lentos. Segundo o Boletim Focus, do Banco Central, a expansão esperada do Produto Interno Bruto (PIB) girava em torno de 3% no começo do ano. Para alguns analistas, a expectativa atual gira em torno de 1%, resultado semelhante às taxas apresentadas em 2017. 
Alguns especialistas afirmam que a greve dos caminhoneiros em maio teve grande repercussão negativa no resultado anual do PIB. Isso representa um déficit pontual que não mostra a supressão de crescimento da economia em relação à produção anual.


E o Copom?


O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) divulgou os indicadores recentes da atividade econômica após a paralisação do setor de transporte em maio. Segundo o Copom, há evidências de recuperação, as quais dão continuidade ao cenário anterior à paralisação dos caminhoneiros em maio.


Em relação ao mercado, a projeção da taxa anual de juros Sellic anunciada pelo Copom situava-se em torno de 4,2% para 2018 e de 3,7% para 2019. Esse cenário supõe uma trajetória de juros que encerraria 2018 em 6,50% e 2019 em 8,0%. As projeções de inflação se mantém, assim como as taxas de juros. 

 

 

Esse é o panorama que o empreendedor da indústria precisa analisar. Apesar de não parecer um cenário pessimista, ainda assim é desafiador. 


Represamento de investimentos


Em um cenário com tantas incertezas, é comum a pausa de investimentos no setor. De acordo com um estudo da FGV, a queda apresentada pelo Índice de Expectativas (IE), componente do ICI, teve o maior recuo da pesquisa. 


Após dois meses de alta, o IE recuou 1,6 ponto, demonstrando uma cautela maior dos empresários frente aos riscos e indefinições econômicas do mercado e do governo. 


O dólar e a bolsa de valores são comumente afetados pelas incertezas econômicas. Logo, com a variação constante de ambos, é preciso cautela nas negociações. 
A especulação é forte e os investidores com menor disposição para assumir riscos, como as multinacionais, optam por esperar os primeiros atos dos novos governantes em 2019. 


Em julho, o Índice da Situação Atual (ISA) — outro componente do ICI — subiu 0,9 ponto. Já o Nível de Utilização da Capacidade Instalada da Indústria (Nuci) subiu 0,8 ponto percentual entre maio e junho, com ajuste sazonal, chegando a 76,7%, vindo de 75,9% em maio.

 

Esses indicadores fomentam a ideia de crescimento econômico, demonstrando a estabilidade do mercado. Apesar de mais lenta do que o previsto, vê-se a continuidade da recuperação econômica. 

 

Por fim, segundo o último relatório da  ADVFN Brasil (br.advfn.com), a expansão de 13,1% observada em junho de 2018 foi a mais elevada desde o início da série histórica e eliminou a queda de 11,0% assinalada no mês anterior. No resultado desse mês, verifica-se o comportamento positivo de todas as quatro categorias econômicas e de vinte e dois ramos pesquisados, o qual é explicado especialmente pelo aumento do ritmo produtivo após o mês de maio refletir os efeitos da greve dos caminhoneiros, que paralisou/interrompeu o processo de produção em várias unidades produtivas no país. Mas vale destacar que, mesmo com o comportamento positivo mais acentuado nesse mês, o total da indústria, embora as perdas registradas no ano de 2018 tenham sido eliminadas, ainda se encontra 13,7% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011.

 

Ainda na série com ajuste sazonal, o maior ritmo da produção industrial em junho de 2018 também fica evidenciado na evolução do índice de média móvel trimestral, o qual voltou a mostrar resultado positivo (0,5%) após recuar 3,4% em maio, a maior perda desde janeiro de 2009 (-5,3%) nesse tipo de comparação.

 

Enquanto as eleições continuam indefinidas, o cenário de instabilidade pode perturbar o sono de muitos empreendedores. Para outros, é um período de oportunidades visionárias. Qual a sua opinião sobre este panorama? Deixe seu comentário!
 

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